Laboratório Multiusuário de Análise Instrumental (LAMAI)
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  • LAMAI/UFSC participa das análises que contribuíram para o reconhecimento da Denominação de Origem do Alho Roxo do Planalto Catarinense

    O Laboratório Multiusuário de Análise Instrumental (LAMAI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus de Curitibanos, teve participação decisiva na realização das análises laboratoriais que subsidiaram a comprovação científica necessária para o reconhecimento da Denominação de Origem (DO) “Alho Roxo do Planalto Catarinense”, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI; Processo nº BR412024000024-5). O pedido de registro foi apresentado pela Cooperativa Regional Agropecuária do Meio-Oeste Catarinense (COPAR), em novembro de 2024 e, após análise técnica do INPI, teve sua concessão publicada oficialmente.

    A Denominação de Origem representa a modalidade mais rigorosa de reconhecimento entre as Indicações Geográficas, exigindo a demonstração do chamado nexo causal, ou seja, a comprovação de que as características e a qualidade do produto decorrem essencialmente da interação entre os fatores naturais da região e o conhecimento tradicional desenvolvido pelos produtores ao longo das gerações.

    Imagem: Márcio Cunha

    No âmbito desse trabalho, o LAMAI foi responsável pelo processamento de amostras e pela realização de diversas análises instrumentais utilizadas para caracterizar a qualidade dos bulbos produzidos na região do Planalto Catarinense. Entre os estudos desenvolvidos destacam-se avaliações físico-químicas, colorimétricas e da composição química do alho, fundamentais para demonstrar as características que diferenciam o produto de outras regiões produtoras do Brasil.

    As pesquisas foram conduzidas por uma equipe multidisciplinar formada por pesquisadores da UFSC, EPAGRI e SEBRAE. Na UFSC, os trabalhos foram coordenados pelos professores Cristian Soldi e Leocir José Welter, do Campus de Curitibanos (CCR), e pelos professores Miguel Pedro Guerra e Valdir Marcos Stefenon, do Centro de Ciências Agrárias (CCA). Além da atuação dos pesquisadores, o projeto contou com a participação de estudantes de graduação em Agronomia e de pós-graduação dos Programas de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais e em Recursos Genéticos Vegetais.

    A área contemplada pela Denominação de Origem abrange aproximadamente 3.818 km², incluindo os municípios de Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério. Nessa região, fatores como altitude, clima, solo e o sistema tradicional de produção conferem ao alho roxo características de qualidade, identidade e reputação reconhecidas nacionalmente.

    Mapa elaborado pela Prof. Amanda K. Marcon

    Os estudos desenvolvidos no LAMAI já resultaram na publicação de dois artigos científicos. O primeiro investigou a influência do processo tradicional de cura do alho sobre a qualidade dos bulbos, demonstrando alterações importantes em seus atributos químicos durante o armazenamento (DOI: 10.1016/j.postharvbio.2024.113373). O segundo comparou amostras provenientes de diferentes regiões produtoras brasileiras quanto às características físico-químicas, colorimétricas e genéticas (DOI: 10.1590/S1678-3921.pab2024.v59.03778). Um terceiro artigo, atualmente em fase de elaboração, apresentará uma caracterização abrangente da qualidade do alho cultivado nos municípios que compõem a área da Indicação Geográfica.

    O conjunto desses resultados forneceu parte do embasamento científico utilizado na elaboração do relatório técnico encaminhado ao INPI para comprovação do nexo causal exigido para a concessão da Denominação de Origem.

    Imagem: Prof. Cristian Soldi

    Para o professor Cristian Soldi, coordenador do LAMAI, a conquista demonstra a importância da infraestrutura laboratorial da universidade para o desenvolvimento regional. “A participação do LAMAI evidencia como a pesquisa científica e as análises instrumentais podem contribuir diretamente para a valorização de produtos tradicionais, agregando conhecimento técnico, fortalecendo a agricultura familiar e promovendo o desenvolvimento econômico da região.”

    A concessão da Denominação de Origem fortalece a identidade territorial do Alho Roxo do Planalto Catarinense, amplia seu potencial de valorização comercial e reforça a importância da integração entre produtores, instituições de pesquisa e órgãos de extensão rural para a geração de conhecimento aplicado ao desenvolvimento regional. A participação do LAMAI nesse processo reafirma seu papel como laboratório multiusuário de referência em análises instrumentais voltadas à pesquisa, inovação e apoio às cadeias produtivas de Santa Catarina.


  • Oportunidade: bolsa de estágio não obrigatório (PIBE)

    Confira Edital 01_2024 do processo seletivo para a contratação de estagiários remunerados.

    Para se candidatar, preencha a ficha de inscrição e envie para o email cristian.soldi@ufsc.br junto com os demais documentos exigidos no edital.

     

    Resultado

    Primeira chamada: 15/03/2024. O candidato classificado em primeiro lugar tem até o dia 17/03/204 às 23h59min para enviar email (cristian.soldi@ufsc.br) ao coordenador do laboratório para informar que pretende assumir a vaga de estágio. Caso isso não aconteça, será chamado o segundo colocado no dia 18/03/2024.

    Veja resultado aqui

    Segunda chamada: 19/03/2024. Como o primeiro colocado da seleção respondeu que está impossibilitado em assumir a bolsa de estágio no LAMAI, convoca-se o segundo colocado que tem até o dia 21/03/2024 às 23h59min para demonstrar interesse em assumir a vaga.